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Presidente do Santos depõe a CPI e dá detalhes de contrato com a Blaze

Empresa de apostas esportivas online é acusada de fraude

Presidente do Santos depõe a CPI e dá detalhes de contrato com a Blaze
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O presidente do Santos Futebol Clube, Andrés Rueda, deu detalhes à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, nesta 3ª feira (22.ago), sobre o contrato que o Santos tem com a empresa de apostas esportivas online Blaze para que esta seja sua patrocinadora máster.

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Rueda depôs ao colegiado como testemunha, por videochamada. A oitiva foi convocada porque a Blaze é acusada de fraude.

Questionado pelo relator do colegiado, deputado Ricardo Silva (PSD-SP), se poderia informar os termos do patrocínio, como os valores que a companhia paga para o Santos, Rueda disse que se tratade um contrato de dois anos (abril de 2023 a abril de 2025), no valor de R$ 45 milhões. Destes, acrescentou, R$ 25 milhões foram pagos antecipadamente e à vista ao clube -- três ou quatro dias após a assinatura --, e o restante serão repassados em 23 parcelas mensais e consecutivas de R$ 869 mil.

"Até o momento vem sendo regularmente pago, tanto a antecipação como as mensalidades. É um contrato que prevê a divulgação da marca Blaze na camisa e outras ações do Santos sempre disponibilizando a marca como patrocinadora máster", pontuou.

Ainda segundo Rueda, a companhia que intermediou o patrocínio da Blaze com o Santos foi a NN Consultoria. "O contato incial feito comigo foi feito pelo senhor Neymar pai. Ele tem um relacionamento amistoso com o clube e foi ele que me ligou dizendo 'olha, vocês estão precisando de patrocínio, eu tenho um patrocínio aqui que está patrocinando o meu filho, no caso o Neymar Jr., vocês teriam interesse em conversar com eles? Eu prontamente falei que sim. E recebi o pessoal da Blazer".

A NN Consultoria, disse, pertence ao Neymar pai. Ela teve um valor de comissionamento de 10% por intermediar o negócio.

Ricardo Silva perguntou ao depoente se ele tem conhecimento de que Blaze teria deixado de efetuar pagamentos aos clientes, com indícios de possíveis empresas de fachada. "Eu particularmente não tive esse tipo de informação. Quer dizer, desconheço esse tipo de relacionamento da Blaze com os seus clientes", respondeu Rueda.

O relator quis saber, então, se, a partir do momento que o presidentre do Santos toma conhecimento pela CPI de que algumas situações em potencial já aconteceram, tomará medidas. "Imediatamente eu vou solicitar explicações. Porque quando a gente quando fala de patrocínio, a gente fala de imagem, fala de uma série de coisas. E imediatamente eu vou pedir para a nossa área jurídica pedir explicações para o nosso patrocinador", disse o deponte em resposta.

Ainda no depoimento, Rueda informou o endereço da Blazer, que fica em Curaçao, no Caribe, afirmou não saber quem é o dono da empresa, e disse não conhecer qualquer acusação de que a companhia se trata ou se tratou de pirâmide financeira.

Nesta 4ª feira (23.ago), a CPI tem duas sessões agendadas, sendo uma deliberativa, para aprovação de requerimentos, e uma secreta, para aprovação de pedidos de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático.

O presidente da comissão, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), disse que o colegiado recorrerá de habeas corpus concedidos a Tatá Werneck e Cauã Reymond desobrigando eles de prestar depoimento na CPI.

+ Por falta de acordo, reunião da CPMI do 8/1 atrasa e é adiada

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